O motorista que trabalha para Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, apresentou depoimentos distintos sobre a abordagem da Polícia Militar ocorrida na noite de terça-feira, dia 11. O episódio teve início após uma viatura da PM iluminar o carro do candidato em sua residência.
O motorista prestou novo depoimento à Polícia Civil na segunda-feira, dia 17. Inicialmente, em conversas por aplicativos de mensagens com um advogado, ele afirmou ter sido seguido por viaturas e mencionou intenção de questionar os policiais sobre a perseguição. Em outro momento, ele relatou a pessoas próximas ter descido do carro e recebido ordens para se afastar.
Contudo, o depoimento oficial à polícia divergiu desse relato. Na delegacia, o motorista negou ter saído do veículo. Integrantes da campanha de Haddad informaram que ele hesitou e permaneceu dentro do carro quando o motorista escreveu a frase “vou até eles perguntar o que está pegando”.
A versão do motorista mantém que três policiais desceram da viatura e o intimidaram, o que contrasta com o relato oficial da Secretaria de Segurança Pública. A gravação divulgada pela SSP não confirma essa alegação, pois a câmera cobre apenas o veículo de Haddad.
Fernando Haddad relatou aos jornalistas que os policiais portavam fuzis e orientaram o motorista a ir embora após o questionamento. Segundo o advogado do motorista, a abordagem durou cerca de 40 minutos, e o candidato afirmou que o carro foi acompanhado de forma ostensiva e intimidadora.


