Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, disse nesta quarta-feira (19) que, caso eleito, irá rever contratos de concessão da gestão Tarcísio de Freitas. O petista defende concessões em setores não estratégicos, mas aponta falhas em áreas vitais.
Em sabatina, Haddad afirmou que setores como gás, água e energia precisam de melhor gestão ou revisão. O candidato admitiu que reestatizar a Sabesp, recentemente privatizada, é um “imbróglio jurídico medonho”, apesar de pesquisas indicarem apoio popular à medida.
Sobre as parcerias público-privadas, Haddad declarou que não tem problema com concessões de rodovias, citando que o partido realizou mais concessões do que a gestão atual. Ele criticou a privatização de escolas, dizendo que o modelo adotado está 38% mais caro que a operação pública.
Na área de segurança, Haddad propôs a criação de uma agência para combater o crime organizado, unindo representantes das polícias, do Ministério Público e da Receita Federal. Ele também defendeu a ampliação de câmeras corporais, criticando o investimento de R$ 600 milhões no Muralha Paulista, que ele associou ao aumento de 80% na letalidade policial no governo Tarcísio.


