Um levantamento realizado pelo Hubble, plataforma de recrutamento do Grupo Hub, analisou 41.488 currículos no Brasil. A pesquisa revelou que apenas 972 documentos, correspondentes a 2,34%, mencionavam inteligência artificial como competência ou experiência profissional.
A análise identificou disparidades geracionais no uso da tecnologia. A Geração Z, profissionais nascidos entre 1997 e 2012, apresentou a maior taxa, com 5,14% dos currículos referenciando a IA. Esse percentual diminui para 1,88% entre os millennials (1981 a 1996) e 1,37% na Geração X (1965 a 1980). Os baby boomers (1946 a 1964) registraram apenas 0,66% de menções.
Victor Fazzio, sócio sênior do Grupo Hub e CEO do Hubble, explicou que o momento de entrada no mercado de trabalho influencia essa diferença. Ele afirmou que muitos profissionais usam ferramentas de IA no dia a dia, mas não as consideram competências a serem destacadas. Outro fator é a dificuldade em transformar o uso cotidiano em habilidade descritiva.
O executivo também alertou que citar apenas o nome de plataformas como ChatGPT não basta para demonstrar domínio. O Grupo Hub recomenda que os candidatos expliquem como utilizam a ferramenta, em quais atividades ela é aplicada e quais resultados são alcançados, transformando a tecnologia em resultado profissional.


