Programas de prevenção de lesões em clubes de futebol podem gerar retorno de quase sete vezes o valor investido, segundo João Barboza, fisioterapeuta da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe). O especialista alertou que o custo das lesões ultrapassa salários, afetando desempenho e valor de mercado dos jogadores.
Barboza disse que, de modo geral, programas de prevenção baseados em ciência trazem retorno sobre investimento próximo de sete vezes. Ele explicou que atletas afastados por lesão podem representar cerca de vinte por cento da folha salarial de um clube. Por essa razão, as equipes têm aumentado os investimentos em monitoramento e infraestrutura voltada à prevenção.
O fisioterapeuta mencionou que o início precoce do tratamento, como no caso de lesões musculares, pode reduzir o tempo de retorno do atleta. Ele reforçou que os investimentos devem seguir evidências científicas. A fisioterapia esportiva, segundo ele, já usa análise de dados e inteligência artificial para orientar condutas.
Além dos gastos diretos, afastamentos prolongados diminuem o valor de mercado dos jogadores. Barboza informou que atletas fora do campo por mais de 28 dias podem perder até dez por cento do valor de mercado. Lesões graves, como a ruptura do ligamento cruzado anterior, podem gerar afastamento de cerca de nove meses.

