Fernando Haddad declarou nesta quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026, que apoia o rigor nas investigações de corrupção. O petista defendeu que suspeitas de delitos devem ser comprovadas ou descartadas, referindo-se a casos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um ex-chefe de gabinete da Presidência da República.
Questionado sobre o impacto de investigações em membros do governo ou ligados ao PT em sua campanha em São Paulo, Haddad afirmou que é difícil blindar o governo contra a ação de pessoas interessadas em obter vantagens do serviço público. Ele declarou que é favorável a aplicar a lei a qualquer pessoa, independentemente de partido ou religião.
O candidato também manifestou respeito pelo presidente Lula, dizendo que nunca presenciou o líder do PT interferir em apurações. Haddad assegurou que Polícia Federal e Ministério Público devem ter liberdade total de atuação, reiterando o discurso público do presidente sobre responsabilização individual.
A menção aos casos envolve Fábio Luís Lula da Silva e Marco Aurélio Santana Ribeiro. O ex-chefe de gabinete deixou seu cargo em julho de 2026 para atuar na campanha. Sua saída ocorreu após repercussão sobre pagamentos recebidos da empresária Roberta Luchsinger, investigada por supostas fraudes contra aposentados do INSS.
A apuração da Polícia Federal apontou que Roberta Luchsinger foi elo em investigação de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes. Segundo a PF, Roberta recebeu 1,5 milhão de Antonio Carlos, que afirmou a um interlocutor que o valor era para o filho do rapaz.


