A equipe de Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, avalia reduzir o período de transição da reforma tributária. A mudança visa antecipar a diminuição de subsídios fiscais concedidos por estados e municípios.
O sistema aprovado prevê a implementação gradual até o ano de 2033, momento em que os tributos atuais serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A equipe do senador considera que uma transição mais rápida pode diminuir os valores destinados a mecanismos de compensação.
Aliados da campanha estimam que há cerca de R$ 500 bilhões em subsídios e aproximadamente R$ 1 trilhão destinados a fundos de compensação e desenvolvimento regional. Outro ponto em análise é a revisão dos setores que receberam tratamentos tributários diferenciados.
Para estudar as possíveis alterações, a campanha formou um grupo coordenado politicamente por Rogério Marinho. Este grupo planeja apresentar sugestões no primeiro semestre de 2027, caso Flávio seja eleito.
O discurso sobre a reforma também mudou. Anteriormente, Flávio defendia suspender as novas regras por pelo menos um ano. Mais recentemente, o plano de governo passou a propor a revisão e o redimensionamento da reforma tributária, sem defender sua interrupção completa.

