Dirigentes do Federal Reserve avaliaram que uma alta na taxa de juros pode ser necessária caso a inflação não diminua. A ata da reunião do Fomc, realizada em julho, mostra que três dos doze votantes defenderam elevar a taxa em 0,25 ponto percentual.
A maioria dos participantes, contudo, votou pela manutenção da taxa na faixa de 3,5% a 3,75%. Os defensores do aumento argumentaram que as pressões sobre os preços permaneciam disseminadas e que uma política monetária mais restritiva seria necessária para atingir as metas de estabilidade de preços e emprego.
O índice PCE, usado pelo banco central norte-americano, registrou 4,1% em maio, com o núcleo do indicador em 3,4%. As projeções da reunião apontavam para uma desaceleração do PCE cheio para 3,7% em junho. Contudo, os riscos para a inflação foram vistos como inclinados para cima, citando o conflito no Oriente Médio como fonte de incerteza.
Em relação ao mercado de trabalho, os participantes viram as condições como estáveis. A taxa de desemprego ficou em 4,2% em junho. A próxima decisão do Fomc está marcada para os dias 15 e 16 de setembro, e o caminho dos juros dependerá da evolução dos indicadores econômicos.


