Rosamaria, medalhista olímpica e referência na Seleção Feminina de Vôlei, criticou a nova política da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A regra proíbe atletas transexuais no esporte, alinhada ao Comitê Olímpico Internacional (COI). A atleta defendeu a importância da inclusão e do debate sobre direitos LGBTQIA+.
A jogadora utilizou as redes sociais para defender a atleta Tiffany e manifestar sua discordância com a decisão da CBV. Rosamaria afirmou que não se pode retroceder na luta pelos direitos LGBTQIA+ ao permitir que bandeiras sejam levantadas apenas por conveniência. Segundo a atleta, é dever da sociedade criar meios que tornem o esporte um ambiente inclusivo.
A CBV anunciou, na sexta-feira, dia 14, a adesão à política do COI. Esta regra restringe a elegibilidade feminina a atletas do sexo biológico feminino e exige teste genético negativo para o gene SRY. Rosamaria argumentou que negar acesso a um atleta profissional de imediato vai contra essa responsabilidade coletiva.
A medalhista concluiu seu texto pedindo que o assunto seja debatido e conversado. Ela disse que é preciso ouvir e aprender, pois ninguém nasce sabendo de tudo. O foco deve ser a vontade de melhorar o mundo para todos, de forma igualitária.


