O Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026, que aumentará o volume de recompra de títulos públicos de longo prazo. O limite por operação passará de dois bilhões de dólares para pelo menos quatro bilhões de dólares em papéis com vencimento entre dez e vinte anos, e entre vinte e trinta anos. A ação começa em nove de setembro e vale, inicialmente, até quatro de novembro.
A iniciativa gerou forte reação nos mercados financeiros. Os juros dos títulos longos caíram e o dólar perdeu força frente a outras moedas. Bolsas de valores, ouro e criptomoedas registraram alta. Investidores interpretam o movimento como um sinal de que o Tesouro busca controlar a pressão sobre o mercado de dívida.
A recompra ocorre quando o Tesouro compra títulos que já havia emitido. Ao elevar a demanda, a operação aumenta o preço dos papéis e reduz os rendimentos. Diferente do afrouxamento quantitativo do Federal Reserve, esta medida não envolve criação de moeda; o governo utiliza recursos disponíveis para trocar títulos longos por caixa.
O anúncio veio após alta nos juros de longo prazo. Na terça-feira, dia 18 de agosto, o rendimento do Treasury de trinta anos atingiu 5,337%, o nível mais alto desde dois mil e sete. Especialistas apontam que a decisão demonstra atenção do Tesouro às dificuldades do mercado.
A queda dos juros americanos impacta o cenário global. Quando os rendimentos dos títulos dos EUA caem, diminui o retorno da renda fixa americana, o que incentiva a busca por risco em mercados emergentes, afetando o dólar e a Bolsa brasileira.

