O dólar apresentou queda na quarta-feira, 19, registrando R$ 5,1766, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar a possível duplicação da recompra de títulos de longo prazo. A medida injetou liquidez no mercado de renda fixa e estimulou o apetite por ativos de risco.
A baixa na moeda americana ocorreu em meio à onda de desvalorização global do dólar. Com mínima de R$ 5,1566, o dólar à vista fechou a sessão com queda de 0,86%, ficando pela primeira vez abaixo da marca de R$ 5,20 após três pregões. O anúncio da recompra do Tesouro americano tirou força da moeda, segundo Marcos Weigt, diretor da Tesouraria do Travelex Bank.
O Ibovespa interrompeu a sequência de quedas em três anos, impulsionado pelo aumento do fluxo global. As ações mais líquidas, como Petrobras, Vale e o setor bancário, fecharam em alta, elevando o índice para 167.830,27 pontos, um avanço de 0,90%. Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, afirmou que o anúncio do Tesouro da maior economia do mundo faz o capital migrar para mercados emergentes.
Analistas do Commerzbank, Norman Liebke e Michael Pfister, preveem que o real deve permanecer sob pressão até as eleições de outubro, podendo atingir R$ 5,30, mas com apreciação nos últimos meses do ano. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,87% no fim da tarde, para 98,793 pontos.


