A ausência de regras claras entre sócios eleva o risco de conflitos e ameaça a continuidade de uma empresa. Misa Antonini, especialista em gestão, afirma que a definição prévia de temas como participação e distribuição de recursos é essencial para a saúde do negócio.
Segundo a especialista, a escolha de um sócio deve focar em objetivos estratégicos de longo prazo e na complementaridade de perfis. Contudo, a simples diferença de habilidades não impede problemas se os sócios mantiverem expectativas distintas sobre o futuro da companhia. Antonini alerta que o erro principal é não possuir um acordo de sócios bem definido.
O problema surge quando a combinação de competências iniciais não é acompanhada por discussões sobre sucessão, venda ou expansão. Ela cita o exemplo de um sócio planejando a venda enquanto o outro deseja manter a empresa na família, tornando a complementaridade insuficiente.
A especialista defende que o documento deve ser estabelecido em momentos positivos da relação. Ele precisa determinar quem toma certas decisões, como as participações societárias serão consolidadas e as regras para saída. Mecanismos como vesting e tag along são citados como exemplos de pontos a serem definidos.
Além disso, a política de dividendos gera divergências, pois um sócio pode querer retirar mais capital, enquanto outro defende o reinvestimento. Antonini sugere que definir uma reserva estratégica de caixa ajuda a empresa a superar períodos de incerteza.


