As empresas AMD e Nvidia divulgaram relatórios pós-lucro que redefinem a competição por hardware de inteligência artificial. A AMD reportou receita de 11,54 bilhões de dólares, com o Data Center dobrando mais de um ano. A Nvidia apresentou um trimestre de 82 bilhões de dólares, com o chip Blackwell sendo enviado a grandes provedores de nuvem.
A receita da AMD foi sustentada pelo Data Center, que gerou 6,72 bilhões de dólares, um aumento de 107% em relação ao ano anterior, representando 58% da receita total. Os chips de servidor EPYC cresceram mais de 70% anualmente, e a linha Instinct mais que dobrou. Segundo Lisa Su, o novo rack Helios, que combina EPYC Venice, GPUs MI450 e rede Pensando, possui demanda forte, superando as previsões iniciais.
Por outro lado, a Nvidia alcançou 75 bilhões de dólares em receita de data center, um crescimento de 92%. O executivo afirmou que a empresa projeta 1 trilhão de dólares em receita com os chips Blackwell e Rubin entre 2025 e 2027, dizendo que o crescimento de participação em inferência está rápido. A empresa também elevou seu dividendo para 25 centavos por ação.
A AMD aposta em ser uma fonte credível de poder de computação de escala gigawatt, o que atrai grandes provedores de nuvem preocupados com risco de dependência de um único fornecedor. O software Rackham já suporta mais de 3 milhões de modelos prontos, com contribuições de código aberto aumentando dez vezes no último ano. A Nvidia foca na integração vertical, e o lançamento da produção Vera Rubin no terceiro trimestre promete um desempenho de inferência até 35 vezes maior que o Blackwell.

