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Economia

Bancos pedem revisão do teto de juros no crédito imobiliário

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de agosto de 2026 13:36
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Bancos pressionam o Banco Central a revisar o teto de 12% ao ano estabelecido para juros de crédito imobiliário no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). A pressão ocorre porque a taxa básica de juros, Selic, permanece em 14% ao ano, nível superior ao projetado quando o novo sistema regulatório foi desenhado.

Diretores de grandes instituições, como Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, apresentaram a demanda em um Summit organizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Michel Cury, presidente da Abecip, explicou que o aumento das taxas de captação eleva o custo final do financiamento.

O novo modelo de financiamento, implementado gradualmente até janeiro de dois mil e vinte e sete, visa diminuir a dependência da caderneta de poupança. Com a Selic elevada, investidores migraram recursos para aplicações mais rentáveis, o que gerou escassez e encarecimento do crédito habitacional.

Para suprir a demanda, o governo autorizou bancos a captarem dinheiro no mercado de capitais, usando instrumentos como LCIs. Contudo, o custo desse recurso é maior que o da poupança e sensível às flutuações de juros. As instituições apontam que, com o teto rígido de 12% para operações no SFH, são obrigadas a emprestar com margem mínima ou prejuízo.

Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, informou que a exigência de destinar 80% dos recursos ao SFH pode sofrer alterações. Ele também mencionou que a escolha do indexador do sistema, como TR ou IPCA, exige conciliar a gestão de risco dos bancos com a previsibilidade para o tomador de crédito.

TAGGED:Banco Centralcrédito imobiliárioFinançasJurosmercado-de-capitaisSelic
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