A cantora Céline Dion revelou que enfrentou sintomas de síndrome de rigidez por cerca de dezessete anos antes receber o diagnóstico em agosto de dois mil e vinte e dois. O distúrbio neurológico causa rigidez muscular severa e espasmos dolorosos e imprevisíveis.
Em entrevista concedida à revista Harper’s Bazaar Global Icons, Dion descreveu como os sintomas eram debilitantes. Ela relatou que, em certos períodos, precisava de altas doses de Valium para conseguir funcionar. A condição é progressiva, afirmou a artista.
Devido à intensificação dos problemas de saúde, Dion se afastou da vida pública durante a pandemia de COVID-19. Ela hesitou em cancelar shows, atribuindo as ausências a problemas sinusais ou tosse, enquanto lidava com sintomas mais graves.
O diagnóstico de síndrome de rigidez em silêncio foi divulgado publicamente em dezembro de dois mil e vinte e dois. Após o anúncio, a cantora adiou e cancelou diversas apresentações europeias. Em maio de dois mil e vinte e três, ela suspendeu o restante da turnê Courage World Tour, com datas previstas para dois mil e vinte e três e dois mil e vinte e quatro.
Atualmente, o tratamento de Dion inclui medicação, terapia física e vocal, e imunoterapia. Ela incorporou sessões de Pilates de noventa minutos três vezes por semana e aulas de balé em sua rotina de recuperação.

