O Internal Revenue Service (IRS) publicou novas diretrizes que definem como funciona a dedução de horas extras a partir de 2026. A responsabilidade pelo reporte correto do valor passa a ser integralmente dos empregadores, resolvendo problemas de cálculo enfrentados por trabalhadores na declaração de impostos.
A regra, estabelecida por lei aprovada em julho de 2025, exige que o empregador insira um valor específico na Caixa 12 do formulário W-2, sob o Código TT. Este valor define o montante elegível para a dedução, diferentemente do que foi calculado ou o que consta nos contracheques do trabalhador. Um erro no preenchimento pode anular o benefício.
A dedução incide apenas sobre a parcela premium das horas extras. A lei federal obriga o pagamento de, no mínimo, 1,5 vezes a taxa horária normal para horas trabalhadas além de quarenta horas semanais. O valor excedente à taxa regular é o que se qualifica para a dedução; o salário base continua tributável.
Os limites anuais são de 12.500 dólares para declarantes solteiros e 25.000 dólares para casais que declaram juntos, sujeitos a limites de renda. Dados do Departamento do Tesouro indicaram que, na última temporada de declaração, setenta e cinco por cento dos que usaram o benefício tinham renda abaixo de 100.000 dólares.
Para utilizar o benefício em 2026, o trabalhador deve verificar a Caixa 12 do W-2. Se o valor estiver incorreto ou abaixo do esperado, a única correção permitida é um W-2 corrigido emitido pelo empregador, não sendo aceitas autodeclarações do trabalhador.

