O secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Uallace Moreira, afirmou que as medidas de crédito adotadas pelo governo não visam o consumo e não são inflacionárias. Segundo Moreira, os programas buscam aumentar a capacidade de crescimento da economia brasileira.
Moreira declarou que o financiamento de compra de máquinas, equipamentos e renovação de frotas visa elevar a produtividade da indústria nacional. Ele explicou que isso amplia a competitividade e o potencial do Produto Interno Bruto (PIB).
O secretário reconheceu que os subsídios geram custos para a dívida pública, mas ponderou que os impactos econômicos positivos superam esses custos. Ele mencionou estudos do Ministério do Planejamento que indicam que o país deve crescer cerca de 2,3% neste ano, mesmo com a maior taxa de juros real do mundo.
Em relação a um programa específico de aquisição de veículos, Moreira apontou um subsídio estimado em R$ 7,1 bilhões, caso todo o valor de R$ 30 bilhões fosse usado. Ele justificou que, para certas categorias, o automóvel é um instrumento de trabalho, e não um bem de consumo, gerando maior renda e produtividade.
A estratégia maior, definida na Nova Indústria Brasil (NIB), segundo o secretário, respeitou as restrições fiscais. Ele afirmou que os incentivos têm melhorado a posição da indústria brasileira em um contexto internacional adverso.


