Apesar do prazo de registro de candidaturas ter encerrado em quinze de agosto, a participação definitiva nas eleições de 2026 depende de verificações judiciais. Candidatos como Pablo Marçal, Anthony Garotinho, José Roberto Arruda, Deltan Dallagnol e Arthur Henrique possuem pendências que podem impedir o registro final.
A análise da Justiça Eleitoral verifica se os postulantes cumprem as condições de elegibilidade e se há causas de inelegibilidade. Nesse processo, partidos, adversários e o Ministério Público Eleitoral podem apresentar impugnações. O advogado eleitoral Gustavo Bonini Guedes, em seu Mapa de Risco, detalhou que a verificação abrange filiação partidária, domicílio eleitoral, idade mínima e condenações.
Pablo Marçal, por exemplo, possui inelegibilidade até 2032 por condenações ligadas à eleição municipal de São Paulo em 2024, envolvendo o uso indevido de meios de comunicação. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve a restrição por oito anos, e o Ministério Público Eleitoral questiona sua filiação ao PRTB dentro do prazo legal. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu cautelarmente impedir o candidato de acessar fundos eleitorais enquanto analisa o registro.
Anthony Garotinho, candidato do Republicanos ao governo do Rio de Janeiro, teve seu registro impugnado pelo Ministério Público Eleitoral devido a uma condenação definitiva por improbidade administrativa. A disputa judicial se concentra no marco inicial do prazo de suspensão de direitos políticos, que o Ministério Público considera junho de dois mil e vinte e cinco.
José Roberto Arruda, que busca retornar ao governo do Distrito Federal, também enfrenta impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral. O obstáculo deriva de condenações por improbidade administrativa da Operação Caixa de Pandora. A Procuradoria Regional Eleitoral entende que Arruda permanece inelegível até dezembro de dois mil e trinta.


