Fidelity e Charles Schwab implementaram restrições em contas de investimento com estratégia fiscal, um mecanismo de otimização tributária para indivíduos de alta renda. As instituições limitaram a entrada de novos clientes e aumentaram requisitos, enquanto o volume de capital nessas contas segue crescendo.
A estratégia, conhecida como conta de longo-curto com consciência fiscal, permite que os investimentos gerem perdas para compensar ganhos em outros ativos. O mecanismo exige negociações diárias intensas e uso de alavancagem. A Fidelity, por exemplo, suspendeu a aceitação de novos clientes e elevou taxas para alguns detentores existentes.
Charles Schwab também ajustou regras, limitando o volume de ativos em tais contas, elevando os valores mínimos e impondo limites de empréstimo e margem. Um porta-voz da Fidelity justificou a restrição dizendo que a plataforma viu um crescimento sem precedentes nessas operações. O CEO de Schwab afirmou que a empresa busca manter o suporte à estratégia, alertando sobre sua complexidade e riscos.
O universo de “alpha fiscal” ultrapassa um trilhão de dólares. O fundo Quantinno Capital, que introduziu a estratégia para a Fidelity em outubro de dois mil e vinte e um, possui cerca de 60 bilhões de dólares em ativos. Analistas apontam que o aumento do capital pode gerar concentração em certos ativos, elevando o risco sistêmico.
Com a restrição das duas grandes corretoras, outras instituições, como Goldman Sachs e BNY Pershing, assumiram a custódia dessas contas. Reguladores federais emitiram alertas sobre certas táticas fiscais, mas ainda não há regras formais.

