Um julgamento nos Estados Unidos pode forçar a Meta a remover recursos como rolagem infinita e Stories do Instagram. As autoridades estaduais exigem a eliminação de elementos de design considerados viciantes nas plataformas.
A procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O’Neill, declarou que a empresa prioriza o lucro em detrimento da segurança, ocultando dados sobre a presença de menores de treze anos nas plataformas. Segundo a procuradora, o modelo de negócios da companhia visa manter usuários conectados o maior tempo possível para coletar dados.
Kate Winick, analista principal da Forrester, afirmou que qualquer decisão contra a Meta criaria um precedente importante. Ela comparou os processos atuais aos movidos contra grandes empresas de tabaco nos anos noventa, prevendo uma mudança na mensagem cultural das redes.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que a Meta não é a única alvo, mencionando processos contra YouTube e Snap. Em um caso anterior, realizado em Los Angeles em março, a Meta e o YouTube foram considerados negligentes por um jovem que relatou depressão e distorção de imagem corporal devido ao design dos aplicativos.
Winick acredita que outras plataformas, como o Snap, podem fazer ajustes preventivos. Ela apontou que a ameaça mais grave para a indústria seria se processos semelhantes fossem movidos por adultos alegando os mesmos problemas.

