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Cotidiano

Vírus reduz população de pererecas em reserva de Santa Catarina

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de agosto de 2026 15:45
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Pesquisadores registraram o primeiro caso de mortalidade em massa de anfíbios ligado à ranavirose na América do Sul. O fenômeno ocorreu em uma lagoa da Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário Rã-Bugio, em Guaramirim, Santa Catarina, onde a perereca-macaco teve sua população reduzida em 83%.

O levantamento indica que a doença representa risco para espécies nativas do continente. Entre 2024 e 2026, três episódios da infecção levaram à morte de 324 girinos na área monitorada, sendo a maioria da espécie afetada. Análises dos animais mostraram que cerca de 88% apresentaram ranavírus positivo e altas cargas do patógeno.

Exames histológicos confirmaram danos severos nos tecidos dos anfíbios, o que reforça a ligação entre a infecção e as mortes. Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná e da Unicamp afirmaram que as condições climáticas podem acelerar a disseminação do vírus.

Períodos de seca diminuem a água disponível, forçando os girinos a ficarem em locais menores e aumentando a transmissão. A baixa umidade também enfraquece as defesas imunológicas dos anfíbios, tornando-os mais suscetíveis à infecção, segundo o estudo publicado na revista Biodiversity and Conservation.

O ranavírus pode afetar órgãos vitais dos girinos, causando hemorragias intensas e necrose. Os pesquisadores mantêm o alerta sobre os riscos à conservação de anfíbios no país e na América do Sul, e o monitoramento da reserva continua ativo.

TAGGED:anfíbiosconservaçãoMata Atlânticaranavirosesantuáriosaúde animal
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