A Gerdau pode ter menor exposição aos efeitos da redução de tarifas americanas sobre aço canadense do que o mercado sugere. O UBS BB avalia que a baixa participação de Canadá e México nas importações de vigas e MBQ, produtos da siderúrgica nos EUA, limita o impacto.
Os papéis da companhia fecharam em queda superior a 5% na quarta-feira, dia 19, após a notícia de que os EUA podem reduzir a tarifa sobre o aço canadense de 50% para 25%. No entanto, o banco de investimento considera que os dados de comércio e demanda indicam um impacto limitado.
Para as vigas, as exportações canadenses representam apenas 0,5% da demanda dos EUA em 2026. No caso de MBQ, as participações são de 3,1% do Canadá e 1,1% do México. Esses números sugerem que a redução tarifária não causaria uma inundação do mercado americano por aço importado.
O consumo aparente de vigas nos EUA cresce 14% no ano, e os embarques domésticos avançam 7%, impulsionados pela construção não residencial e por investimentos em data centers. Esse cenário permite absorver volumes adicionais de importação. O UBS BB mantém recomendação de compra para a ação, apesar da notícia negativa.
O Bradesco BBI vê o acordo isolado com o Canadá como levemente positivo, visto que a Gerdau exporta parte de sua produção canadense para os EUA. Contudo, o BBI aponta que um acordo mais amplo com o USMCA, beneficiando o México, intensificaria a pressão competitiva no principal mercado da Gerdau.

