O Federal Reserve, em suas atas de julho, indicou que a decisão sobre a taxa de juros dependerá da queda da inflação. O documento também trouxe um risco macroeconômico novo, relacionado à reavaliação de ações impulsionada por inteligência artificial.
Os membros do comitê apontaram que a maioria apoiou manter a taxa atual. Contudo, vários membros consideraram necessário apertar a política caso a inflação não caísse. O limite superior da meta da taxa de fundos federais permanece em 3,75% desde dezembro.
A análise do Fed também mencionou que uma decepção com a inteligência artificial poderia gerar um reajuste significativo de ações, afetando o consumo. Relatos indicaram que, mesmo com tarifas e preços de energia altos, a inflação subjacente parecia elevada. Os membros também se preocuparam com as expectativas inflacionárias.
Um ponto de atenção trazido pelas atas é a concentração de mercado impulsionada por IA. O Fed reconheceu que essa concentração atua como um canal para as condições financeiras chegarem às famílias. Uma venda significativa no setor de tecnologia, por exemplo, poderia esfriar a demanda e ajudar na meta de inflação.
A postura do banco central é descrita como condicional. O Fed não aumentará os juros a menos que a inflação se acelere novamente. Os dados cruciais a serem observados são o Índice de Preços ao Consumidor Ponderado pelo Custo (PCE) e as expectativas de inflação em pesquisas.

