O Itaú BBA aumentou os preços-alvo de Vibra, passando de R$ 40 para R$ 45, e de Ultrapar, que subiu de R$ 38 para R$ 43. O banco manteve a recomendação de compra para as distribuidoras de combustíveis, prevendo margens robustas no terceiro trimestre.
A revisão considera que as margens permanecerão altas no terceiro trimestre, superando os níveis do primeiro trimestre. Isso sustenta estimativas elevadas para o segundo semestre de 2026. O BBA projeta margem de R$ 350 por metro cúbico para ambas no terceiro trimestre e R$ 250 no quarto, acima da projeção anterior de R$ 200 por metro cúbico. A normalização das margens deve ocorrer somente a partir de 2027.
A dinâmica recente das importações de combustíveis pode favorecer a Vibra em comparação com a Ultrapar. O retorno da Petrobras às importações, a distribuição desigual de subsídios e os preços altos do diesel geram divergência nas margens unitárias entre as empresas, segundo o banco.
O Itaú BBA também aponta espaço para maior remuneração aos acionistas. As estimativas do BBA indicam que a Vibra pode ter um dividend yield de 10% em 2027, com alavancagem líquida de 1,5 vez. Para a Ultrapar, o yield pode chegar a 7%, mantendo alavancagem líquida de 1 vez.
Apesar da visão positiva, o Itaú BBA alerta que as ações já negociam múltiplos elevados para 2027: 10,4 vezes o lucro para a Vibra e 9,8 vezes para a Ultrapar. O cenário favorável no curto prazo se mantém pela combinação de margens saudáveis e geração de caixa.

