A polícia e o Ministério Público de Munique anunciaram nesta quinta-feira, dia 20 de agosto, a identificação do suspeito de um incêndio criminoso ocorrido em um asilo judaico em 13 de fevereiro de 1970. O ataque, considerado um dos piores atos antissemitas no pós-guerra alemão, resultou na morte de sete pessoas.
O incêndio, que ocorreu no centro de Munique, matou cinco homens e duas mulheres, com idades entre 59 e 71 anos. Todos os falecidos eram sobreviventes do Holocausto, sendo dois ex-prisioneiros de campos nazistas. Os promotores afirmaram que o fogo foi provocado com gasolina espalhada em uma escadaria de madeira.
As investigações foram reabertas em abril de 2025 após uma testemunha apresentar novas informações à polícia. Segundo as autoridades, o suspeito, um alemão com antecedentes criminais e histórico de extrema direita, faleceu em 2020. Por isso, não será possível levar o caso a julgamento.
Charlotte Knobloch, ex-presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, comentou que a impossibilidade de levar o suspeito à Justiça significa que não houve justiça para as vítimas. O promotor Andreas Franck declarou que, embora o caso seja arquivado, a reabertura não será descartada caso novas informações surjam.

