Pacientes que realizam hemodiálise e aguardam por transplante de rim no Tocantins relatam dificuldades para obter transporte aéreo. Um dos casos envolve um homem de 59 anos, que teve sua avaliação pré-operatória negada pela Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO).
O homem, que faz hemodiálise três vezes por semana, sofre com dores na coluna lombar e possui laudos médicos que contraindicam viagens longas por terra. A avaliação estava marcada para o dia 12 de agosto, em Goiânia, no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG).
O setor de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da SES autorizou apenas passagens de ônibus. A SES informou que a documentação apresentada não continha elementos que indicassem a necessidade de voo, classificando o paciente como clinicamente estável para o transporte rodoviário.
Outra paciente em tratamento na capital, que pediu transporte aéreo, teve o primeiro pedido negado pelo setor de regulação da SES. Ela só conseguiu o direito à viagem após acionar a Justiça, alegando risco de perder a vaga agendada.
Uma advogada especialista em Direito Médico avaliou que a negativa do Estado desconsiderou a condição clínica dos pacientes. Ela declarou que, se os laudos apontam a impossibilidade de suportar longos períodos sentado, o Estado pode estar economizando indevidamente.


