Exxon Mobil e Chevron divulgaram os resultados do segundo trimestre em trinta e um de julho de dois mil e vinte e seis. As duas empresas de grande porte navegam no mercado de petróleo apertado com planos de ação diferentes, segundo análise do setor.
A Exxon Mobil reportou ganhos trimestrais de 14,5 bilhões de dólares e fluxo de caixa operacional de 23,6 bilhões de dólares. A companhia alcançou novecentos mil barris brutos por dia na Guiana e recuperou integralmente o investimento de 55 bilhões de dólares naquele ativo, o que o CFO Neil Hansen classificou como um ponto de inflexão para o fluxo de caixa livre.
Já a Chevron apresentou crescimento de mais de cinco por cento no setor de exploração e produção global em relação ao trimestre anterior. O setor dos Estados Unidos atingiu um recorde de quase dois milhões de barris de óleo equivalente por dia. O CEO Mike Wirth afirmou que a integração da Hess gerou cinquenta por cento mais sinergias que o previsto, totalizando 1,5 bilhão de dólares seis meses antes do cronograma.
A estratégia da Chevron inclui o Projeto Kilby, um acordo de compra de energia de vinte anos com a Microsoft. O contrato prevê 2,67 gigawatts de capacidade instalada, visando retornos que não dependem diretamente do preço do petróleo bruto. A Exxon Mobil, por outro lado, aposta em resinas Proxxima e expansão de GNL no Moçambique e Papua Nova Guiné.
Enquanto a Exxon Mobil planeja um programa de recompra de ações de 20 bilhões de dólares, a Chevron foca no potencial do Projeto Kilby. O mercado acompanha a capacidade da Exxon de dobrar o fluxo de caixa livre na Guiana até dois mil trinta, e se o acordo de energia da Chevron se concretizar no final deste ano.

