O governo federal aumentou o teto de financiamento para veículos de motoristas de aplicativos e táxis. O valor, que era de R$ 150 mil, passa a ser de R$ 200 mil e abrange também modelos híbridos elétricos. A alteração foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (19).
A mudança, formalizada por portaria dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), visa aumentar a abrangência do programa em um movimento político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa Move Aplicativos, que possui R$ 30 bilhões disponíveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), teve apenas 11% liberados até o momento.
O governo criticou grandes bancos por superdimensionar o risco de crédito dos motoristas. A elevação do teto deve expandir o alcance do programa de 63% para 88% no mercado. O Mdic afirmou que a medida aumentará a oferta de modelos e a concorrência, permitindo a chegada de categorias superiores, como Uber Comfort e 99Plus.
Para buscar o crédito, motoristas e taxistas devem ter cadastro ativo há pelo menos um ano e registrar no mínimo cem corridas na plataforma. Os veículos aceitos devem ser de montadoras habilitadas, como Fiat e Toyota, e enquadrados como sustentáveis, flex, híbrido ou híbrido a etanol. Além do teto, a norma foi alterada para incluir o conceito de veículo híbrido.
O Move Brasil aplica taxa de juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, valores fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa taxa contrasta com a média de 28% ao ano praticada no mercado de financiamento de automóveis, segundo dados do próprio governo.


