Um estudo recente da Zhejiang University descobriu que assistir a vídeos curtos e de entretenimento desativa temporariamente regiões cerebrais responsáveis pelo controle cognitivo. A pesquisa, publicada em janeiro de 2026, analisou adultos jovens utilizando ressonância magnética funcional.
A equipe de pesquisa observou que duas áreas específicas do cérebro, o córtex cingulado anterior dorsal (dACC) e o córtex pré-frontal dorsolateral (dlPFC), apresentaram atividade reduzida. Essa desativação ocorreu quando os participantes assistiam a clipes que lhes agradavam o suficiente para ver até o fim.
O controle cognitivo permite que as pessoas equilibrem prazeres imediatos com metas de longo prazo. Problemas nesse sistema estão associados a condições como ansiedade, depressão, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dependência.
As plataformas de vídeos curtos oferecem fluxos rápidos e curados por algoritmos, feitos para consumo contínuo e de baixo esforço. Pesquisas anteriores já ligaram a dependência do celular e a dependência da internet a um controle de si mais fraco.


