O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não chegou a um consenso sobre as regras para pesquisas eleitorais. A divergência foca no uso de imagens e vídeos durante entrevistas, após o presidente da Corte suspender um levantamento de um senador.
A discussão ganhou força após o presidente do TSE, Nunes Marques, suspender a divulgação de uma pesquisa que indicava queda de um senador. O magistrado considerou que os recursos audiovisuais apresentados aos entrevistados poderiam ter influenciado as respostas do parlamentar.
Uma ala do TSE defende o uso de imagens e vídeos pelos institutos, desde que os entrevistados sejam avisados previamente e a metodologia seja detalhada na Justiça Eleitoral. Outros ministros manifestam preocupação com a possibilidade de tais recursos induzirem o eleitor, comprometendo a neutralidade dos levantamentos.
O tema foi retomado em reunião fechada na terça-feira, dia 18, convocada por Nunes Marques. Além das pesquisas, os ministros discutiram o uso de inteligência artificial na campanha eleitoral. Relatos indicam que a conversa não pacificou os critérios para distinguir uma ferramenta legítima de um mecanismo indutor.


