Quase dois terços dos americanos gastam ou planejam gastar dinheiro com esportes em 2026, segundo levantamento da National Debt Relief. A média de gasto anual é de US$ 1.970, mas 47% dos fãs já contraíram dívidas para cobrir esses custos.
O estudo, realizado com mais de dois mil adultos, indica que o valor gasto sobe para US$ 2.224 entre homens. Para o grupo de 25 a 34 anos, o percentual de endividamento é maior, atingindo 62%, com um gasto médio anual de US$ 2.627.
Cathleen Bell, vice-presidente de pesquisa e insights sobre clientes da National Debt Relief, afirmou que o gasto com esportes muitas vezes não parece supérfluo, devido ao forte vínculo emocional e ao senso de comunidade que o torcedor estabelece.
Especialistas financeiros alertam que o entretenimento não deve prejudicar objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou quitação de dívidas. Andrew Lendnal, chefe de bem-estar financeiro da Wealthspire, disse que o problema surge quando o lazer compete com os fundamentos financeiros.
Cassandra Rupp, consultora sênior de patrimônio da Vanguard, aconselha manter reserva de emergência, mesmo ao quitar dívidas. Ela alerta que a espiral de endividamento tende a crescer se emergências surgirem, recomendando pausar gastos discricionários nesses momentos.

