A Força Aérea dos Estados Unidos planeja adquirir drones da marca DJI para treinar operadores na base aérea de F.E. Warren, em Wyoming. O objetivo é simular respostas a ameaças aéreas reais, utilizando equipamentos chineses que são restritos em parte do governo americano.
O pedido de aquisição foi emitido pelo 90th Contracting Squadron em 14 de agosto de 2026, com prazo para cotações de fornecedores em 24 de agosto. O lote inclui dois quadricópteros DJI Mavic 2 Pro recondicionados, dois DJI Mini 3 Pro, dois combos DJI Avata 2 e seis dispositivos de lançamento de carga útil.
Os sistemas serão usados para treinar contra aeronaves não tripuladas de pequeno porte, abrangendo detecção e guerra eletrônica. A justificativa oficial aponta que os dispositivos DJI são necessários porque seus sinais de rádio e sistemas de voo diferem dos concorrentes, permitindo testar os sistemas de defesa contra ameaças estatisticamente prováveis.
A aquisição é especificada como uma exigência de marca, mas permite que revendedores autorizados atendam ao pedido, possibilitando a compra sob um regime de pequenas empresas. A compra se apoia em um memorando do Secretário de Guerra, que autoriza oficiais a obterem equipamentos estrangeiros para testes de guerra eletrônica.
Antes de serem usados, todos os drones receberão software RIZER. Este programa substitui o firmware nativo da aeronave, criando um sistema isolado para as operações de treinamento. A base de Malmstrom, em Montana, também estuda a aquisição de drones similares.

