Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que não há caminho para o desenvolvimento de uma inteligência artificial superinteligente sem um avanço significativo. O executivo abordou o tema em um evento no Fórum Econômico Mundial, destacando a demanda energética crescente do setor.
A expansão da inteligência artificial exige um consumo de energia considerável. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), os centros de dados devem consumir cerca de 945 TWh de eletricidade globalmente até o ano de 2030, sendo a demanda da IA o principal impulsionador desse consumo. Este volume representa três por cento do total de consumo mundial.
Altman mencionou que a infraestrutura atual do planeta não possui capacidade para gerar essa quantidade de eletricidade. Por isso, o CEO da OpenAI aposta em descobertas, como a energia de fusão, para os próximos anos.
A falta de disponibilidade de energia é descrita como um dos maiores gargalos da IA atualmente. Esse fator impede que as empresas aumentem a escala e melhorem a qualidade dos modelos. Contudo, o executivo explicou que conectividade, componentes ópticos e memória também se tornam relevantes para os atrasos no desenvolvimento.

