O ator José Loreto exibe um monitor contínuo de glicose em cenas da novela “Quem Ama Cuida”. O dispositivo acompanha o diabetes tipo 1, condição que o ator convive desde a adolescência. A visibilidade do tema reacende conversas sobre o manejo da doença e seus cuidados necessários.
A condição metabólica é caracterizada pelo excesso de glicose no sangue. A endocrinologista Deborah Beranger explica que, no diabetes tipo 1, ocorre destruição autoimune das células beta do pâncreas, resultando na deficiência de insulina. Essa diferença o distingue do diabetes tipo 2, que envolve resistência à insulina.
A insulina é o hormônio que permite às células utilizarem a glicose como energia, conforme explica a nutróloga Marcella Garcez. Sem esse hormônio funcionando adequadamente, a glicose se acumula na corrente sanguínea, gerando hiperglicemia. O acúmulo não controlado pode causar danos em olhos, rins, coração e nervos.
Os sinais iniciais do diabetes tipo 1 incluem polidipsia, polifagia e poliúria. A perda de peso não intencional também pode ocorrer. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações, pois os sintomas podem ser semelhantes aos do diabetes tipo 2.
O tratamento exige reposição diária de insulina, além de monitoramento contínuo, alimentação e exercícios físicos. O sensor utilizado pelo ator é um exemplo dessa tecnologia, que complementa o acompanhamento médico, mas não o substitui.

