Casos confirmados de sarampo nas Américas ultrapassaram o triplo em 2026, totalizando 47.469 registros até 18 de julho em 16 países e um território. A doença já provocou 44 mortes, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O número de casos é mais de três vezes superior aos 15.011 registrados em todo o ano de 2025, quando 32 pessoas morreram. O surto concentra-se principalmente na América do Norte e na América Central, com Guatemala, México, Estados Unidos e Peru respondendo por cerca de 95% dos registros regionais.
No Brasil, foram confirmados 26 casos, todos ligados à importação do vírus. Diante desse quadro, o Ministério da Saúde reforça a Campanha de Multivacinação, que ocorre nacionalmente até o dia 1º de setembro, visando crianças e adolescentes menores de 15 anos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mencionou que o país perdeu a certificação de eliminação do sarampo em 2019. Padilha afirmou que, na época, um surto iniciado em São Paulo levou a mais de 20 mil infectados por falta de ação firme.
A circulação do vírus reacende a necessidade de manter altas coberturas vacinais e identificar rapidamente novos casos. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou uma ordem que prevê mudanças na política de vacinação infantil, incluindo a redução de imunizantes obrigatórios.


