O Ministério Público Eleitoral protocolou uma ação questionando o registro de candidatura de Gustavo do Vale Rocha, que concorre a vice-governador do Distrito Federal nas eleições de 2026. A contestação, que cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, foca na não desvinculação efetiva do candidato de suas funções anteriores.
A Procuradoria Regional Eleitoral fundamenta o pedido de veto na tese de que Rocha não se afastou completamente do cargo de Secretário-Chefe da Casa Civil do DF nos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral. Embora a exoneração formal tenha ocorrido em dois de abril deste ano, o órgão apontou que o candidato continuou executando tarefas vinculadas à Casa Civil posteriormente.
Entre os fatos citados, destaca-se a participação de Gustavo Rocha na representação do Governo do Distrito Federal em uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal. O evento ocorreu em 26 de maio, após seu desligamento oficial, e tratou de assuntos entre a União, o Banco Central e o Banco de Brasília (BRB).
A legislação eleitoral prevê a impugnação para analisar candidaturas que não cumpram os requisitos legais e os prazos de desincompatibilização exigidos de ocupantes de cargos públicos. A assessoria do candidato ainda não se manifestou sobre a contestação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.


