Onze montadoras anunciaram nesta sexta-feira, dia vinte e um, o maior recall da história da China. A medida abrange mais de 4,27 milhões de veículos elétricos e ocorre em função da fiscalização sobre sistemas de abertura de portas.
A Administração Estatal de Regulamentação do Mercado, órgão regulador do setor na China, motivou o procedimento. A maioria das ações visa resolver preocupações sobre a dificuldade de localizar ou acionar as maçanetas mecânicas em situações de emergência.
Nove das onze montadoras, entre elas Tesla e Xiaomi, instalarão etiquetas de advertência gratuitamente. Outras marcas também oferecerão atualizações remotas de software (OTA). A Tesla, por exemplo, convocará 2,98 milhões de veículos modelos Model 3, Model Y, Model S e Model X, fabricados e importados na China, a partir de 25 de setembro.
A fabricante norte-americana declarou que as maçanetas mecânicas podem ser difíceis de identificar após colisão grave ou falha elétrica, o que pode impedir a saída dos ocupantes ou o acesso de equipes de resgate. A solução da Tesla inclui etiquetas e uma atualização remota que baixa os vidros após um acidente.
A China prevê a proibição de maçanetas embutidas ou ocultas a partir de 2027. O design, que permite abertura via chaveiro ou smartphone, passou a ser fiscalizado em ambos os países devido a riscos em emergências. Relatos apontam que pelo menos 15 pessoas morreram em acidentes onde ocupantes de carros Tesla não conseguiram abrir as portas.

