O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, dia 21 de agosto de 2026, que o governo deseja acelerar o ajuste fiscal, mas encontra barreiras no Congresso. O ministro defendeu a política de gradualismo econômico, explicando que a velocidade das mudanças depende de acordos políticos.
Durigan mencionou a devolução de uma medida provisória que restringia créditos presumidos de PIS/Cofins, medida que poderia gerar cerca de 40 bilhões de reais em receita. Ele explicou que, se a decisão dependesse apenas do Executivo, o processo ocorreria mais rapidamente.
O ministro rejeitou comparações entre o ajuste fiscal brasileiro e o modelo adotado pela Argentina, dizendo que o país deve buscar um equilíbrio entre a velocidade da consolidação das contas e as condições políticas para aprovar as medidas necessárias. Segundo Durigan, o resultado fiscal não é exclusivo do Executivo, envolvendo o Legislativo e o Judiciário.
Sobre a dívida pública, Durigan reconheceu a preocupação do mercado, citando que a relação dívida/PIB está em 81,9%, conforme dados do Banco Central. Ele garantiu que as propostas governamentais possuem fontes de financiamento, sem criar despesas sem previsão de pagamento.
Além disso, o ministro defendeu o arcabouço fiscal atual, argumentando que a gestão busca fortalecer as regras após um período de deterioração. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, a ser apresentado na próxima semana, deve prever uma redução mínima de 10 bilhões de reais na pressão de gastos obrigatórios.

