As eleições gerais de 2026 registram a maior proporção de concorrentes com ensino superior completo desde o ano de dois mil dois. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 58,5% dos candidatos que registraram candidatura declararam possuir diploma universitário.
A evolução da escolaridade dos candidatos ocorreu gradualmente nas últimas duas décadas. Em dois mil dois, a taxa era de 44,7%, com sete mil, setecentos e setenta e sete candidatos diplomados. Esse percentual permaneceu estável entre dois mil seis e dois mil catorze, girando em torno de quarenta e cinco a quarenta e seis por cento.
A curva de crescimento se intensificou a partir de dois mil dezoito, quando o índice alcançou quarenta e oito vírgula oito por cento. No pleito de dois mil vinte e dois, o percentual subiu para cinquenta e quatro vírgula seis por cento, atingindo o patamar atual. Somando os candidatos com ensino superior incompleto, quase setenta por cento dos que disputam cargos públicos já cursaram universidade.
A queda na escolaridade básica também é notável. A parcela de concorrentes com apenas ensino fundamental completo caiu de sete vírgula dois por cento em dois mil dois para dois vírgula seis por cento em dois mil vinte e seis. O contingente de candidatos restrito ao nível médio diminuiu quase pela metade, passando de sete mil, oitocentos e trinta e quatro em dois mil catorze para quatro mil, trezentos e oitenta e oito em dois mil vinte e seis.

