Os lucros das empresas brasileiras aumentaram no segundo trimestre, contudo, o desempenho não se refletiu na Bolsa de Valores. As ações do Ibovespa caíram, em média, 1,32% no pregão seguinte à divulgação dos resultados, segundo relatório da XP.
O mercado penalizou empresas com resultados abaixo do esperado, que caíram em média 2,69%. Aquelas que superaram as projeções tiveram queda média de 0,12%, sinalizando que o mercado deixou de premiar o bom desempenho. O levantamento da XP, intitulado “Temporada de resultados do 2T26”, aponta para uma reação de mercado fraca nos últimos seis trimestres.
Os números agregados mostraram avanço de 11,7% na receita anual, 22,5% no Ebitda e 22,2% no lucro líquido. Contudo, o peso do setor de Óleo & Gás foi relevante, com crescimento de 79,7% do Ebitda. Fora as commodities, os avanços caíram para 9,6% na receita e 5,8% no lucro líquido.
A fraqueza do mercado foi agravada por fatores externos. Entre julho e agosto, o Ibovespa recuou 3,7% em reais, enquanto o índice global MSCI ACWI avançou 3,9% em dólares. Houve também saída de R$ 15,3 bilhões de capital estrangeiro da Bolsa brasileira.
Dos 17 setores analisados, 11 tiveram retorno médio negativo após os balanços. Educação foi um dos setores com melhor reação, subindo em média 5,8%. A cautela se estendeu às projeções futuras, com as estimativas de lucro por ação para 2026 reduzidas em 2,8%.


