O mercado imobiliário de São Paulo desenvolveu dinâmica própria no primeiro semestre de 2026. Enquanto o volume geral de imóveis prontos cresceu 4,1%, abaixo da inflação de 4,64%, o segmento de alto padrão registrou alta de 10,3% nas vendas de residências acima de R$ 3 milhões.
O estudo, baseado em 342 mil guias de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pagas na capital entre janeiro de 2025 e junho de 2026, aponta que o mercado residencial movimentou R$ 48,4 bilhões. Desse montante, R$ 32,3 bilhões vieram de imóveis prontos, e R$ 7,78 bilhões foram de residências de alto padrão.
A análise da Pilar mostra que, desconsiderada a inflação, o avanço real do mercado de imóveis prontos foi de 5,6%, contrastando com o recuo de 0,5% do conjunto. No segmento de luxo, a expansão foi sustentada pelo aumento do valor das unidades, com 68% do crescimento explicado por preços, e não pelo volume de transações.
Apesar da mediana de unidades de alto padrão ter tido variação nominal de apenas 0,2% no período, o ticket médio avançou de R$ 6,01 milhões para R$ 6,43 milhões, um ganho real de 2,3%. Em bairros como o Itaim Bibi, o volume financeiro cresceu 21,6% com o salto do valor mediano.
As transações acima de R$ 3 milhões demonstraram baixa dependência de crédito. O levantamento indica que 87,9% desses negócios não registraram financiamento, reforçando a percepção de que o comprador de alta renda é menos sensível às taxas de juros elevadas.

