Uma indústria financeira em Wall Street alcançou um montante superior a um trilhão de dólares em ativos. Ela se dedica a estratégias de investimento que visam otimizar a carga tributária, diferentemente do foco tradicional em superar o mercado de ações.
Segundo uma investigação publicada em agosto de dois mil vinte e seis, investidores de alta renda direcionam cerca de um bilhão de dólares por semana para variações de investimento com consciência fiscal. Uma parte específica dessas operações, classificada como ‘long-short consciente de impostos’, movimenta aproximadamente 150 bilhões de dólares em fundos da AQR e concorrentes.
O mecanismo básico envolve a venda de posições com prejuízo para compensar ganhos tributáveis. Versões avançadas adicionam alavancagem e posições vendidas para gerar mais perdas, permitindo que o valor líquido do portfólio cresça enquanto os prejuízos anulam impostos devidos em outras aplicações. Essa tática, combinada com planejamento sucessório, pode reduzir impostos diferidos ao passar patrimônio.
O gestor Cliff Asness, que possui um patrimônio de quatro bilhões de dólares, defende a ideia há décadas. Ele citou um artigo de noventa e três que sugeria que os investidores perdem mais com impostos do que ganham ao superar o mercado. Relatos indicam que autoridades reguladoras emitiram alertas sobre os resultados dessas estratégias, classificando-as como ‘potencialmente abusivas’.
Algumas instituições, como Charles Schwab e Fidelity, restringem novas contas que buscam essa metodologia. A AQR, por sua vez, parou de divulgar os números de seus fundos fiscais e adicionou nota de que o Fisco pode barrar ou considerar retroativamente ilegais os benefícios obtidos.

