O Tribunal de Justiça condenou a mulher de trinta e sete anos por se passar por adolescente de doze anos. O caso, ocorrido em Joinville, Santa Catarina, resultou em pena de um ano, dez meses e vinte e oito dias, em regime semiaberto.
A sentença estabeleceu que a ré responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A Justiça negou também o direito da mulher de recorrer em liberdade. O Juízo da Primeira Vara Criminal entendeu que ela agiu de forma consciente para manter as vítimas em erro.
Segundo o relato, a mulher criou uma identidade fictícia e foi tratada como filha de um casal por cerca de quatorze meses. Durante esse período, ela recebeu moradia, alimentação e cuidados médicos. Inicialmente, a ré se apresentou como adulta antes de alegar ser adolescente.
Com a identidade falsa, ela se aproximou da família, relatando vulnerabilidades, histórico de abusos e problemas de saúde. A acusação afirmou que a ré falava de forma infantilizada e simulava crises emocionais para sustentar a história. O caso começou a ser investigado após parentes da família encontrarem relatos semelhantes em outros estados.
A defesa da acusada pediu a absolvição em audiência, mas após a decisão, informou discordar e buscará recursos nas instâncias superiores para provar a inocência.


