Cerca de sessenta e nove por cento dos consumidores brasileiros temem adquirir medicamentos falsificados por plataformas de venda online. A pesquisa, realizada pelo Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado, indica que a maioria atribui a responsabilidade às plataformas digitais.
A sondagem, encomendada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), ouviu dois mil vinte e quatro pessoas responsáveis pela compra de medicamentos em casa. Os entrevistados relataram receio não apenas de falsificação, mas também de receber produtos vencidos ou armazenados inadequadamente.
Em relação à comercialização digital, 82% dos consumidores consideram que as regras devem vincular a venda obrigatoriamente a uma farmácia ou drogaria autorizada. A Anvisa, por sua vez, revogou medidas que proibiam a venda em canais como iFood e Rappi, mas esclareceu que a decisão não autoriza automaticamente as vendas.
A Lei número 15.357/2026 permite que farmácias licenciadas usem plataformas de comércio eletrônico apenas para fins de logística e entrega, mas a implementação depende de regulamentação específica da agência. O CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto, afirmou que a compra online deve ter “regras claras, responsabilização e supervisão profissional”.
O Procon do Rio de Janeiro alertou que farmácias e plataformas são responsáveis por prejuízos ao consumidor. O diretor jurídico do órgão orientou que, antes de comprar, o consumidor deve verificar ofertas muito abaixo do preço de mercado e guardar todos os comprovantes de aquisição.

