O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê um investimento de cerca de R$ 23 bilhões até 2028. O objetivo é aumentar a capacidade tecnológica do país e diminuir a dependência de soluções estrangeiras em setores como indústria e serviços públicos.
Uma das ações centrais é a aquisição de um supercomputador, com estimativa de custo de R$ 1 bilhão. A máquina terá capacidade de 7,2 mil petaflops e será instalada no Rio Grande do Norte, sendo acessível a órgãos públicos, universidades e empresas. A definição de acesso à infraestrutura ficará sob responsabilidade de um comitê de governança.
O plano também inclui a criação da Nuvem Brasileira, focada no armazenamento de dados com tecnologia nacional. Essa iniciativa, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, BNDES e ABDI, busca nacionalizar o software de gestão, diferente da Nuvem de Governo atual.
Outra frente do PBIA é uma parceria com empresas chinesas para desenvolver modelos de IA em português. O projeto, que começará em julho de 2027 no Rio de Janeiro, terá R$ 1,2 bilhão em cinco anos e pretende formar cerca de 3 mil profissionais.
O pacote de medidas também prevê R$ 125 milhões em quatro anos para estimular a fabricação de chips usando a arquitetura aberta RISC-V, em cooperação com a Espanha. Além disso, a Universidade Federal de Minas Gerais receberá R$ 50 milhões para criar um Centro Nacional de Transparência Algorítmica e Inteligência Artificial Confiável.

