A Moderna e a Merck divulgaram resultados positivos em um ensaio de fase três de uma vacina experimental contra melanoma. A combinação do imunizante de mRNA intismeran autogene com o KEYTRUDA reduziu o risco de recorrência do câncer de pele em pacientes operados.
O estudo, denominado INTerpath-001, envolveu mil cento e trinta e sete pacientes com melanoma cutâneo nos estágios IIB a IV, todos submetidos à remoção cirúrgica do tumor. Os dados indicaram que a terapia combinada atingiu o objetivo secundário de diminuir o risco de metástase à distância. As farmacêuticas relataram que o perfil de segurança da combinação manteve consistência com o observado em pesquisas anteriores.
Os resultados geraram reação imediata no mercado financeiro. As ações da Moderna subiram mais de cento e dois por cento no pré-mercado. Os papéis da Merck avançaram um por cento na bolsa de Frankfurt. O movimento reflete a diferença de porte entre as companhias, já que a Moderna possui valor de mercado menor que a Merck.
A terapia personalizada usa o intismeran autogene, produzido a partir de amostras do tumor de cada paciente. Cada dose contém sequências de mRNA que codificam até trinta e quatro neoantígenos adaptados à biologia individual do câncer. Stéphane Bancel, CEO da Moderna, disse que os achados representam um marco na pesquisa oncológica.
O melanoma é um câncer de pele com alto risco de disseminação. Segundo o comunicado das empresas, em dois mil e vinte e dois, mais de trezentos e trinta mil novos casos foram diagnosticados globalmente. As companhias planejam apresentar os dados completos em um congresso médico e discutir submissões de aprovação regulatória.

