A Petrobras e a Marinha do Brasil assinaram um Protocolo de Intenções na última quinta-feira, dia 20 de agosto de 2026. O acordo busca ampliar a colaboração em atividades de interesse comum, incluindo a atuação na Margem Equatorial, região de potencial exploração de petróleo.
O protocolo estabelece cooperação em áreas como logística offshore, monitoramento e proteção marítima, além de resposta a emergências e busca e salvamento. A iniciativa também abrange energias alternativas, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e capacitação de recursos humanos.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, assinaram o documento na sede da Marinha, no Rio de Janeiro. Segundo a Petrobras, a parceria ajuda a ampliar a capacidade do país de desenvolver os recursos marinhos de forma responsável.
A colaboração entre as instituições já existe há anos, abrangendo conhecimento oceanográfico e segurança marítima. Em 2025, a parceria contribuiu para aumentar os limites da Plataforma Continental brasileira em cerca de 360 mil quilômetros quadrados na Margem Equatorial, por meio do LEPLAC.
O anúncio ocorre enquanto a estatal confirma a presença de petróleo em águas profundas na costa do Amapá. O governo federal estima que a Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, pode conter reservas de pelo menos 41 bilhões de barris.

