A comissária da WNBA, Cathy Engelbert, repudiou críticas que buscam gerar divisão no cenário esportivo em relação à participação de atletas transgênero no basquete feminino. Ela fez a declaração em Dallas, na quinta-feira, antes do jogo entre Indiana Fever e Dallas Wings.
A fala de Engelbert ocorreu em um evento realizado no American Airlines Center, local onde também houve a presença de manifestantes. O episódio segue uma tendência observada em diversos locais após declarações de uma jogadora da Fever, que havia defendido a proibição de mulheres e meninas transgênero em categorias femininas.
Engelbert afirmou que pessoas tentam usar a liga para fomentar divisões. Ela acrescentou que o debate coloca a WNBA no centro de disputas políticas, envolvendo pessoas que não acompanham o esporte ou não escrevem sobre ele.
O acordo coletivo da WNBA estabelece que apenas jogadoras que são mulheres são elegíveis para competir. O debate ganhou força no mês anterior quando ex-jogadores da NBA anunciaram a intenção de participar do draft da WNBA, alegando se identificar como mulheres.
Em um memorando enviado a presidentes e gerentes gerais de equipes no início do mês, Engelbert informou que a liga planeja discutir mais a participação de mulheres transgênero no esporte. Ela declarou que haverá sempre críticos, mas isso ocorre porque a WNBA se tornou um produto legítimo de mídia e entretenimento.

