O diagnóstico de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) do influenciador Lito Sousa levou à atenção sobre a enfermidade rara. Em Goiás, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi notificou dois casos suspeitos entre abril e junho de 2025, conforme boletim epidemiológico.
A DCJ é uma doença neurodegenerativa de rápida evolução, causada por alterações anormais de proteínas chamadas príons. Ela provoca degeneração progressiva do sistema nervoso, resultando em perda de memória, alterações cognitivas e dificuldades de coordenação motora. Não há tratamento que interrompa ou reverta a doença, sendo o suporte focado no controle dos sintomas.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre dois mil e cinco e dois mil vinte e um, houve mil quinhentos e setenta e seis notificações suspeitas de DCJ no Brasil. Dessas, quinhentos e quarenta e sete foram confirmadas. A doença atinge mais pessoas mais velhas, concentrando sessenta vírgula dois por cento das notificações na faixa etária de 55 a 74 anos.
Apesar das duas notificações em Goiânia, não há, nos dados públicos consultados, uma série histórica consolidada da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás sobre o tema. Um estudo publicado em dois mil vinte e seis identificou mil e nove doze mortes por DCJ no país entre mil novecentos e noventa e seis e dois mil vinte e quatro.
A doença não é a mesma da “vaca louca”, embora ambas envolvam príons. A variante da DCJ está ligada à encefalopatia espongiforme bovina. A confirmação do diagnóstico exige avaliação clínica e exames complementares, como ressonância magnética e o teste RT-QuIC.

