Christof Koch, neurocientista do Allen Institute, defende que a consciência pode ser uma característica fundamental do universo, e não apenas um produto da matéria cerebral. A sugestão foi apresentada em um simpósio de neurociência realizado em Portugal.
O pesquisador argumenta que a ciência atual investiga a origem da consciência no local errado. Segundo Koch, nada na ciência explica como objetos inanimados, sujeitos às mesmas leis naturais, poderiam sentir amor, medo ou esperança.
Para Koch, é preciso abandonar noções científicas e filosóficas antigas e retornar ao idealismo básico. Nessa visão, a consciência seria uma característica inerente à realidade, e não um fenômeno físico cerebral.
O trabalho do cientista deriva de uma experiência pessoal ocorrida em uma praia há vários anos. Nessa ocasião, o pesquisador descreveu o desaparecimento da fronteira entre ele e o mundo, sentindo apenas uma sensação de atemporalidade.
Koch, contudo, evita usar essa vivência subjetiva como prova empírica. Ele convoca a comunidade científica a reavaliar os pressupostos básicos sobre a consciência e a criar hipóteses passíveis de teste prático.

