Os planos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, candidatos à Presidência em 2026, apresentam convergências em temas como redução de filas do SUS e ampliação do ensino integral. Contudo, as propostas divergem significativamente em economia, segurança pública e relação com o Judiciário.
Na esfera econômica, Lula defende manter o arcabouço fiscal enquanto amplia investimentos e preserva a reforma tributária. Já Flávio propõe cortes de gastos, a redução de pelo menos dez ministérios e a alteração das regras fiscais vigentes. O candidato do PT também sugere o fim da escala de trabalho 6 por 1, mantendo a jornada em quarenta horas semanais, sem redução salarial.
As divergências se acentuam na segurança pública. Lula sugere ampliar a integração entre União, Estados e municípios, investindo em inteligência e câmeras corporais. Flávio, por outro lado, propõe endurecer a política criminal, com a construção de cinco presídios federais de segurança máxima e a redução da maioridade penal.
No âmbito internacional, Lula foca na autonomia da política externa e na diversificação de parceiros comerciais. Flávio, em contraste, propõe uma reaproximação diplomática e comercial com os Estados Unidos. Ambos os programas sociais mantêm o foco no combate à pobreza, mas com abordagens diferentes sobre a qualificação profissional e a gestão dos benefícios.

